
Álvaro Joaquim Melo Siza Vieira formou-se na Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1955, tendo colaborado com Fernando Távora até 1958. Entre 1966 e 1969 foi docente na Escola Superior de Belas-Artes do Porto e depois de 1976 foi-lhe atribuída a cadeira de construções. Em 2003 deu a ultima aula nesta instituição. Foi ainda professor convidado em Lausanne, Bogotá e Harvard. É Doutor “Honoris Causa” pelas universidades de Valência (1992), Lausanne (1993), Palermo (1995), Menedez Palayo (Santander, 1995), Lima (1995), Coimbra (1997), Lusíada (1999) e Paraiba (2000). Sendo o arquitecto português com maior reconhecimento internacional, pelo conjunto da sua obra, em 1992, foi-lhe atribuído o Prémio Pritzker pela Fundação Hyatt de Chicago, o maior galardão que um arquitecto pode receber. Em 1988 tinha já recebido a medalha de ouro do “Colégio de Architectos” de Espanha, da Fundação Alvar Aalto e o “European Award of Architecture” pela Comunidade Económica Europeia/Fundação Mies van der Rohe de Barcelona. Entre outras distinções internacionais, contam-se ainda os prémios Arnald W. Brunner Memorial (Academia Americana de Artes e Letras, Nova Iorque), FAD de Arquitectura (Barcelona), praemiun Imperiale (associação Japonesa de Artes, Tóquio), a medalha de ouro pelo circulo de bellas Artes de Madrid, todos durante a década de 90. Em 2000 recebe o premio Internazionale di Architettura Sacra (Foudazione Frate Solo, Paiva) e dois anos depois ganha o Wolf Prize in Arts (Wolf Foundation, Israel). Em Portugal, recebeu o premio da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA, 1982) e o Prémio Nacional de Arquitectura Alexandre Herculano (2001). Foi duas vezes distinguido com o Prémio Secil Arquitectura, em 1996, com o Edifício Castro e Melo no Chiado e, em 2000, com a Faculdade de Ciências da informação em Santiago de Compostela. Recebeu em 1999, do Presidente da República, a Cruz de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
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